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Música é membrana. O som é uma possessão. Toma fisicamente o corpo. Canibaliza os outros sentidos. É a arte antropofágica por natureza. 

cristal

Nesta edição, tão marcada pela nossa experiência de diferentes graus de isolamento, é urgente trazer nova luz a esse curioso encontro com o outro, à existência coletiva por meio da ocupação dos territórios urbanos no coração de São Paulo. 

Por isso estruturar e potencializar dois pilares que sempre foram da natureza do festival: a interdisciplinaridade e a colaboração. Olhando para a manifestação física do som como início de um diálogo com outras expressões e campos artísticos.O universo sonoro como catalisador de processos para debater, com estratégias oblíquas, o mundo real, interferindo política e poeticamente nele. 

Daí vêm as obras comissionadas que estreiam nesta edição, construídas no encontro de uma experiência sonoro-musical com as artes visuais, computacionais e instalativas, em um processo de residência artística iniciado na edição 8 ½.  Inseridas no processo de reengenharia curatorial pelo qual o festival passa, trazem provocações sobre o espaço coletivo, o espaço físico e o espaço arquitetônico. Pensam o lugar como um território de significâncias e afetos.

As instalações tomam corpo na Praça das Artes do Theatro Municipal, levando em conta o específico daquele local no centro de São Paulo e daquela construção arquitetônica que, erguida sobre a primeira escola musical do Estado, projeta uma moderna silhueta a partir de alicerces clássicos. A permeabilidade da Praça das Artes à diversidade do centro também faz dela membrana e palco para os shows gratuitos de artistas que discutem e investigam seu lugar social no mundo, a partir de narrativas particulares, nascidas em territórios que extrapolam os centros. Caminhos que se estenderão até a décima edição do festival, em 2023.

E o encontro com a alteridade também atravessa os três shows do SESC Avenida Paulista, em que temos diversas camadas de jogos com o outro, humano ou máquina, materializados na criação coletiva, na improvisação livre ou na construção de obras em que o encontro é desconstruído por algoritmos.

Encontros curiosos para romper essa lógica modorrenta da garantia de satisfação a todo instante, proposta para deixar os corpos inertes, que nada traz de novo.

deixa o estranho atravessar

— Thiago Cury, Gilberto Monte e Guilherme Werneck

concha1

Jornal ME#9

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Expediente

Thiago Cury
Diretor geral e curador-chefe

Gilberto Monte
Co-diretor, gestor e curador

Guilherme Werneck
Diretor de Comunicação e curador

Pérola Mathias
Curadora

Carol Zitto
Diretora de Produção

Vanessa Eça
Produção 

Camila Mazzini
Assistente de Produção

Gilmar Nascimento
Administração

Flávia Lizardo
Assessoria jurídica

César Rezende (Basquiat)
Cenografia

 

Kako Guirado
Diretor técnico Praça das Artes

Gregório Guirado
Técnico de Som Praça das Artes

Giorgia Ornella e Letícia Trovijo
Iluminadora Praça das Artes

Ygor Carozzi
Diretor de palco Praça das Artes

Grissel Piguillem
Iluminadora SESC

Florencia Saravia
Técnica de áudio SESC e oficineira

Bella
Oficineira

Casa Grida (Iansã Negrão/ Morgana Miranda)
Design

T2 Comunicação e Gestão de Projetos (Talyta Singer/Tel Santana)
Comunicação Digital

Julio Kohl
Foto
Henk Neiman e Manoela Rabinovitch
Vídeo

ÁguaForte é uma produtora cultural, selo e editora brasileira, que atua no fomento à criação, produção e promoção de artistas grupos, coletivos e obras de MÚSICA EXPLORATÓRIA em toda sua diversidade.

www.aguaforte.org